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agosto 20, 2009


Na noite da última terça, 19 de agosto, o Movimento Nossa Teresópolis realizou mais uma plenária, dessa vez com a crise da saúde como foco do debate.

Representantes do governo, dos hospitais e da população foram convidados para mostrar seus pontos de vista a uma platéia que também participou, fazendo perguntas aos convidados.

O Secretário de Saúde de Teresópolis, Dr. Maurílio Schiavo, explicou que pela lei todas as cidades devem arcar com 15% do financiamento da saúde. O Estado deveria contribuir com 12,5% e no caso do Governo estadual existe uma lacuna onde ainda não foi definida a porcentagem do financiamento da Saúde. Maurílio destacou que atualmente o governo ultrapassa o que está definido pela lei, financiando 22% dos gastos com a Saúde, quase 50% acima de suas obrigações legais. "Nós estamos fazendo a nossa parte" - concluiu o Secretário.

O Diretor Geral do Hospital das Clínicas, Nestor Vidal, explicou que há muito tempo o hospital não vem recebendo um financiamento que possibilite a manutenção do serviço existente. Nestor explicou que o HCT vem funcionando graças ao apoio da sua mantenedora, UNIFESO, que já não mais sustenta tal volume de financiamento e deve encerrar sua operação de emergência em novembro de 2009, caso a União não resolva esse impasse.

Segundo o Diretor do Hospital São José, Nélisson do Espírito Santo, é notável uma grande crise na Saúde da cidade nos últimos dois anos e que grande parte da culpa é do Estado e do Governo Federal que não tem se empenhado de forma satisfatória para a resolução do problema.

O Pró Reitor da UNIFESO, Professor José Feres, o gasto da Saúde deveria ser fruto de uma cumplicidade entre o orçamento e o planejamento. O Professor Feres lembrou que a responsabilidade do Estado é contribuir com 12,5% do financiamento total. Feres explicou que, em 2008, o Estado contribuiu com 12,63% e o Executivo Municipal com apenas 16,8%.

Para o Presidente do Conselho Municipal de Saúde, Sr. Renato Mello, o problema vai além da falta de recursos. Ele lembrou que 84% do exames pagos pelo SUS, dão resultados negativos, ou seja, foram feitos sem necessidade. Para ele o recurso não é o maior problema e sim a falta de planejamento. Renato confirmou que o atual governo repassa cerca de 22%, bem acima do repasse feito pelo governo passado.

O representante da Beneficiência Portuguesa, Sr. Paulo Ribeiro, afirmou que o problema do repasse para a Saúde não é de hoje. Ele explicou que atualmente o Brasil destina 190 Bilhões de reais para o atendimento de Saúde de 150 de milhões de habitantes e que os planos de saúde gastam 140 milhões de reais para usar com 30 milhões de usuários.

Dr. Maurílio disse que a Atenção Básica de Saúde terá atenção especial do governo que pretende passar dos atuais 35%, para próximo de 70% até o final de 2012, na atenção básica realizada nos Postos de Saúde da cidade.

Luiz Eduardo Tostes, reitor da UNIFESO, disse que é fato que existe precariedade no sistema de financiamento do SUS. "É preciso que haja uma discussão em Teresópolis com os usuários, os prestadores e os gestores para a organização que seja de interesse da Comunidade de Teresópolis pois o que tem acontecido nos últimos anos não é justo."

Dr. Maurílio rassaltou que reunir para um debate, os três diretores dos hospitais, o reitor da universidade, os pró-reitores, mostra a força e do Movimento Nossa Teresópolis. O vereador Claudio Mello esteve presente representando o legislativo.

O diretor do HCT, Nestor Vidal, lembrou que nenhuma das denúncias feitas pelo governo foi confirmada pelo DENASUS.

Assista o debate na íntegra, clicando nos vídeos abaixo:

Primeira parte:

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Segunda parte:

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Fotos e vídeos: Leo Bittencourt
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