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novembro 19, 2008

Veja bem o desabafo de alguém que procurou atendimento médico em meio a crise da saúde que Teresópolis vem passando:

"Tive a horrível experiência ontem de ter que levar uma pessoa com dor a 7 dias para o hospital, chegando no hospital vejo a faixa "só atendemos risco de vida", o atendente estava bem treinado, perguntou se erra risco de vida, a única coisa que ele poderia fazer era aferir a pressão e sugeriu que fosse para o Cemusa... chegando no Cemusa informou que para aquele caso clinico, teria que ser no HCT. Fica a questão aqui, o que é risco de vida???? Como uma pessoa que mal questiona o que a doente esta sentindo, apenas afirma que só atende "risco de vida, pode identificar qual é a prioridade do atendimento. E as Doenças silenciosas? Caso alguém morra, ou pior por omissão de socorro fique em cima de uma cama ... quem será responsabilizado ? A quem a família deve recorrer ?Cadê as autoridades, cadê o MP? Por que ontem, liguei para delegacia querendo abrir uma queixa de omissão de socorro, a pessoal que atendeu ao telefone me orientou que eu só poderia abrir essa queixa depois que fosse a todos os lugares possíveis para atendimento. Um absurdo!!!!Gostaria que essas autoridades, por um dia alguém de sua família precisa-se desse atendimento, talvez filho, ou esposa, ou sobrinho ... do prefeito, dos secretários, dos vereadores, promotores públicos e dos próprios médicos, para saber o que ter uma pessoa com dor e dar com os burros n'água..."- Raja Khalil
Até quando?




"O quê faremos a partir de janeiro? Que tal fazer a nossa própria Câmara?"


Essa foi a proposta do Dr. Wanderly Braga na sessão da última segunda-feira...




Teresopolitanos atolados num resort.





Crânio humano encontrado no meio da rua:

A foto é do Roberto Ferreira.

O crânio não.




Atendendo a pedidos, trouxemos mais uma vez o vídeo do Kim, o cantor das multidões...

Kim é um morador de rua que costuma ficar pelos pontos de ônibus da Barra do Imbuí alegrando com suas canções as pessoas que esperam o coletivo. Confira no vídeo abaixo:


video





O cantor e compositor Zé Ramalho abriu seus arquivos para o pesquisador Marcelo Fróes. O resultado poderá ser conferido no CD duplo Zé Ramalho da Paraíba, que traz raras gravações do início da carreira do artista com registros de shows realizados em João Pessoa no início da década de 70. As gravações, que agora chegam ao público, estavam guardadas em fitas há mais de 30 anos. O álbum é o primeiro lançamento do selo Discobertas, idealizado por Marcelo e que já assinou distribuição da Coqueiro Verde. A proposta é resgatar tesouros perdidos da música brasileira. O material de forte valor histórico é motivo de alegria de fãs, pesquisadores e colecionadores.



Para baixar o cd gratuitamente, clique no link abaixo:






Porque sonhamos?

Em 1900, o austríaco Sigmund Freud causou uma revolução no estudo da mente ao publicar A Interpretação dos Sonhos. Nele, o pai da psicanálise contestava a noção bíblica de que os sonhos eram fenômenos sobrenaturais, dizendo que derivavam da psique humana. Decifrá-los, portanto, seria a chave para entender o que se passa dentro da nossa cachola. Essas teorias foram ridicularizadas por muito tempo e somente agora, mais de 100 anos depois, elas estão sendo testadas. A primeira idéia de Freud confirmada pela ciência é a de que os sonhos seriam restos do dia. Ou seja: algo que acontece com você de dia reverbera durante os sonhos. A comprovação científica disso foi feita em 1989 por Constantine Pavlides e Jonathan Winson na Universidade Rockefeller. Ao observar cérebros de ratos, eles descobriram que os neurônios mais ativados durante o dia continuavam a ser ativados durante a noite. Do mesmo modo, os neurônios pouco ativados durante o dia tampouco era m durante a noite.


O que isso significa? “Significa, por exemplo, que, se uma pessoa teve hoje uma experiência marcante, a chance de essa experiência entrar em seu sonho é muito grande”, diz Sidarta Ribeiro, diretor de pesquisas do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN–ELS). “Se ela foi atacada por um tubarão, é provável que sonhe com tubarão. Se foi para a guerra do Iraque, nos próximos anos vai sonhar com guerra. Isso é o resto diurno levado às últimas conseqüências.” Mas, como em nossa vida moderna ninguém tem experiências extremas todos os dias, os sonhos acabariam sendo uma mistura simbólica de um monte de coisas, como Fruem havia previsto. Você pode sonhar hoje com tubarão, a manhã com jacaré, depois com afogamento, simbolizando todos eles uma mesma experiência. Mas de onde viriam aqueles sonhos malucos, com cenas que você nunca viu? Para a ciência, do seu inconsciente. É lá que estão guardadas as lembranças que você adquiriu ao longo da vida. Quando você dorme e começa a sonhar, seu sono entra na fase R EM (sigla em inglês para Movimento Rápido dos Olhos). “O sono REM faz ovos mexidos com suas memórias. Ele as concatena de uma forma não comum”, diz Sidarta. Isso acontece porque o cérebro está em altíssima atividade nessa fase, mas não tem as informações sensoriais da vigília. Não conta com cheiros, imagens, sons nem outras informações que temos quando estamos acordados. A atividade sensorial está livre e vai aonde quiser, seguindo os caminhos mais usados – que são as memórias mais fortes. Ou seja: seus sonhos com imagens aparentemente inéditas seriam apenas combinações de uma série de símbolos que você já conhece de outras experiências. Ok, mas sonhar serve para o quê? “Tudo indica que o sonho tem a função de simular comportamentos – tanto os que levam a recompensa (os bons) como os que levam a punição (os pesadelos)”, diz Sidarta Ribeiro. “Portanto, sua função seria evitar ações que resultem em punição e procurar aquelas que levam à satisfação do desejo.” Esse processo funcionaria da seguinte forma.

Imagine uma cotia. Seu pesadelo é que a jaguatirica apareça quando ela estiver bebendo água. Assim, da próxima vez que for ao lago, essa memória voltará e ela terá mais cuidado (evitando a punição). E o sonho bom da cotia? É encontrar um campo com sementes gostosas. Portanto, se ontem ela passou num lugar que tinha sementes, seu sonho será ela voltando àquele lugar, pois talvez haja mais alimento a li amanhã (levando à recompensa). O curioso é que essa tese combina, de certa forma, com a idéia freudiana de que a função dos sonhos é a satisfação do desejo, teoria que havia se tornado motivo de chacota nas últimas décadas.

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