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abril 19, 2008

CASO ISABELLA - O BRASIL PEDE JUSTIÇA

CASO ISABELLA


Evitamos tocar no assunto até que o caso fosse mais investigado e nesse sábado, mais precisamente às 4:40 da madrugada, após 17 horas de interrogatório, o pai e a madrasta da pequena Isabella, que completaria hoje 6 anos, foram indiciados pela morte da menina.

CADEIA É POUCO!

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No dia 29 de março a menina foi jogada da janela do 6º andar do prédio onde seu pai morava. Isabella passava o final de semana com o pai e a madrasta. O pai conta que chegou da casa da sogra com a família e subiu só com Isabella. Diz que levou a menina até o quarto dela e ligou o abajur. Depois trancou a porta do apartamento e voltou à garagem, para ajudar a mulher a subir com os outros dois filhos. Afirma ainda que, quando voltou ao apartamento, viu a tela de proteção da janela rompida e a filha no jardim. Nas investigações os peritos descobriram que havia uma trilha de sangue na cena do crime que o assassino tentou disfarçar. Ela começava no carro de Alexandre Nardoni, de 29 anos, e continuava a partir da entrada do apartamento. Os peritos constataram também que as marcas no pescoço da menina foram provocadas por esganadura. Pela extensão e o tipo das lesões internas, tudo leva a crer que a compressão foi feita por alguém não tão forte - daí as suspeitas recaírem sobre a madrasta da garota, Anna Carolina Jatobá, de 24 anos.



A trilha de sangue foi produzida por pingos que caíram de uma altura de 1,2 ou 1,3 metro de altura, o que é compatível com a altura do pai da menina. O rastro começa no carro de Alexandre, o Ford Ka estacionado na garagem do 2º subsolo do prédio, e só foi revelado após a aplicação do luminol (substância química que destaca manchas invisíveis a olho nu).


Havia sangue de Isabella na lateral direita da cadeira do bebê e entre os bancos, perto do freio de mão. Além disso, havia sangue no encosto do banco do motorista. As primeiras análises haviam dado negativo, mas os exames de DNA confirmaram a presença do sangue no veículo. Sabe-se ainda que a fralda, encontrada de molho com alvejante num balde dentro do apartamento, foi utilizada para envolver a cabeça da menina do carro até o apartamento. Além da porta do apartamento, a trilha continuava, passando ao lado da mesa com seis lugares e do sofá de couro preto. Em seguida, os pingos mostraram que o assassino de Isabella levou a menina no colo pela sala até o corredor em direção dos quartos. Uma gota foi identificada, por exemplo, na frente da porta do banheiro. O criminoso entrou na primeira porta à esquerda - o quarto de Cauã e Pietro, que fica antes do de Isabella. Ele pôs Isabella em cima da cama enquanto cortava a rede da tela de proteção, daí a mancha de sangue no lençol encontrada no quarto. Os exames de DNA comprovaram que o sangue de fato era de Isabella.Foi então que o assassino escorregou e pisou no lençol da cama. É ali que foi encontrada a pegada característica do chinelo que Alexandre usava na noite do crime. A tela foi cortada rapidamente com uma faca e com uma tesoura - na roupa de Alexandre havia partículas de naílon da tela. Isabella foi segura pelas mãos a 20 metros de altura. Foi solta primeiro pela mão esquerda e depois pela direita. Havia uma mancha de sangue em forma de dedos de criança a 5 cm do parapeito da janela. O fato de Isabella ter chegado ferida ao prédio desmente o álibi do pai. Em seu primeiro interrogatório, Alexandre afirmou que ela estava bem quando chegou ao prédio. Isabella dormia. Alexandre afirmou que levou a menina no colo até o quarto dela. Alexandre contou à polícia que levou Isabella sozinho até o apartamento enquanto sua mulher e seus dois outros filhos aguardavam na garagem. Segundo ele, quando voltou ao apartamento encontrou a tela da janela rompida e a criança havia sido jogada. Não havia sinais de arrombamento no apartamento nem de uma possível invasão do prédio. Os peritos usaram um homem de 1,9 m de altura para exemplificar que seria impossível que alguém escalasse o muro dos fundos do prédio para entrar no imóvel. Concluíram que não havia possibilidade de que uma terceira pessoa tivesse invadido o prédio e matado a menina. A trilha de sangue no apartamento foi desfeita às pressas pelo criminoso. O que ele não contava era que o rastro de gotas de sangue e a presença de manchas na fralda fossem detectadas pelo uso do luminol. Os peritos também analisaram as fitas de vídeo do sistema de segurança do Edifício London e do prédio em frente. Em nenhum momento foi observada a presença de pessoa estranha ou veículo entrando no prédio no dia do crime. Portanto, os dois únicos adultos que estavam no apartamento naquela noite eram o pai e madrasta da menina. Essa certeza se deve ainda a um dos princípios de toda perícia criminal: todo contato deixa uma marca. Nenhuma outra pessoa deixou marcas dentro do apartamento além dos dois acusados. Todas as marcas e vestígios no lugar foram feitos pelo casal e pelas três crianças. Essas foram as provas principais que a polícia usou para convencer Alexandre e a madrasta a contar o que ocorreu na noite do crime. Para os policiais, os resultados da perícia não deixavam dúvida de que eles foram os autores do crime. Aliados a testemunhos que desmentiam os suspeitos, os laudos deram aos policiais do 9º Distrito Policial a convicção de que precisavam para acusar o casal.


ROBERTO CABRINI TRAFICANTE?


Roberto Cabrini foi correspondente internacional da Rede Globo em Londres e Nova York, ganhou os principais prêmios como repórter investigativo (APCA, Líbero Badaró, Imprensa e Vladimir Herzog) e cobriu seis guerras. Começou aos 16 anos de idade em uma rádio do interior de São Paulo e, aos 17, foi contratado pela TV Globo como o repórter mais jovem do telejornalismo de rede do país.Em 28 anos de carreira, Roberto Cabrini cobriu seis guerras internacionais (Afeganistão, Iraque, Palestina, Camboja, Caxemira e Haiti); participou de cinco Olimpíadas e cinco Copas do Mundo; foi correspondente por oito anos - quatro deles em Londres e quatro em Nova York - além de realizar coberturas em mais de 50 países. Fez uma entrevista exclusiva com o ex Secretario do Tesouro do governo Fernando Collor, Paulo Cesar Farias, em Londres. Após passagem pelo SBT, novo retorno à Globo e passagem pela Band, Cabrini hoje é contratado da Rede Record.


Essa semana porém, o jornalista virou notícia sob a acusação de tráfico de drogas.


Cabrini foi detido por policiais civis na noite de ontem, terça-feira (15), portando 10 papelotes de cocaína. o jornalista estava em seu carro no Parque Santo Antônio, na capital paulista, acompanhado de uma mulher que disse ser sua namorada. O jornalista afirmou aos policias que fazia uma reportagem sobre tráfico de drogas e por isso estava de posse da cocaína. Disse também que em outro carro estavam um produtor e o cinegrafista. Todos prestaram depoimento.



Cabrini diz que foi vítima de uma "armação".


O jornalista pretende relatar a suposta armação da qual se diz vítima na reportagem sobre tráfico de drogas que estaria realizando quando foi preso na região do Jardim Ângela, zona sul de São Paulo, na terça-feira. Porém, Cabrini não soube dizer quando sua matéria será finalizada e, por telefone, evitou falar do teor das denúncias que fará sobre a atuação da Polícia Civil neste caso. Em seu depoimento na delegacia, o jornalista dá a entender que os dez papelotes encontrados em seu carro teriam sido plantados pelos policiais civis que o abordaram.


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Apesar disso, a Corregedoria da Polícia Civil não havia aberto investigação para apurar irregularidades no procedimento policial até esta sexta-feira, segundo informou a secretaria de Segurança Pública. De acordo com a polícia, a cocaína foi encontrada no console do banco do passageiro, onde estava sentada a comerciante Nadir Domingos Dias, de 50 anos, a Nádia. Ela não foi indiciada por conta da droga. Cabrini foi preso em flagrante por tráfico de drogas. Porém, a Justiça entendeu que ele não é traficante e relaxou a prisão.

- Não fizeram isso comigo de graça. O que existe por trás (da prisão) é grande. Estamos falando de gente que mata - disse Cabrini.

Ele definiu toda a circunstância como uma "cilada".

Detalhes do caso:

NÁDIA, A INFORMANTE AMANTE


A mulher que estava com o jornalista no carro no momento da prisão, Nádir Dias, conhecida como Nádia, tem passagem pela polícia por um envolvimento num assassinato e disse ser amante do jornalista e que o mesmo usava cocaína frequentemente. Nádia a todo momento perguntava quem poderia conseguir um contato com a produção do Superpop pois queria levar a público um vídeo no qual Cabrini teria sido filmado cheirando cocaína.

Cabrini alega que Nádia foi sua intermediária na relação com o líder do PCC. Na época, o jornalista realizou uma entrevista com o criminoso. A mulher confirma que o começo de sua relação com Cabrini foi como fonte, mas que, pouco depois disso, teriam se tornado amantes. De acordo com o jornalista, ele teria encontrado com ela na tarde em que foi preso porque ela teria prometido entregar uma fita que comprovasse a veracidade de sua entrevista com o líder do PCC. Segundo o advogado, o vídeo foi obtido por Nádia com uma arma de fogo. Além da coação, o motivo para Cabrini ter aceitado consumir a cocaína foi mostrar boa vontade com Nádia. O motivo para manter a relação seria conseguir uma prova material de uma entrevista feita com Marcos Camacho, o Marcola. O advogado do jornalista nega que ele seja usuário.


PRA RELAXAR...


Vídeo que mostra o Cabrini sendo entrevistado por um estagiário de jornalismo. Hilário, vale à pena conferir:

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